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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A hora de ir embora...





Geralmente as pessoas sabem a hora de ir embora de uma festa e quando sair da casa de um amigo que as hospeda, durante uma viagem. Também conseguem identificar o momento de trocar de emprego, de curso, de escola, de corte de cabelo, de cidade, de partido político, de país, de religião.
No entanto, essa capacidade diminui radicalmente, quando se trata de terminar uma relação amorosa.

Quantas vezes já ouvimos, e até já demos conselhos do tipo : “Tente mais um pouco, quem sabe dá pra consertar, de novo”?. Não, eu não sou contra as tentativas de reconciliação, não é isso. Acho que é através do diálogo, do entendimento, que qualquer relação amadurece. Mas me refiro aos casos em que não se consegue achar um problema, para conversar sobre, pelo simples fato que não existe um problema. Apenas, o sentimento se modificou.

As coisas cumprem seu tempo, fecham seu ciclo, mas nós temos dificuldade em lidar com isso. E o resultado, são casais insistindo em levar a diante relacionamentos falidos, em que ainda existe amor (por que não?) mas não o suficiente ou o tipo adequado, para que a convivência seja proveitosa.

Deve ser muito triste, conservar uma relação até a exaustão, e, com isso, transformar tudo que foi bom, em raiva, rancor amargura e decepção. Acho que deveríamos enxergar o momento de encerrar, com dignidade e carinho, para guardar boas lembranças, para podermos olhar para o nosso passado, e sentir que o que vivemos foi bonito, do início ao fim.

Permanecer com alguém apenas por comodismo, ou porque ainda não apareceu outra pessoa, que justifique “a troca”, é uma crueldade. Deixar que a relação “apodreça”, também é.

Esse é um navio que, quando começa a afundar, devemos abandonar antes dos ratos. Isso sim, é uma postura de respeito, consigo e com o outro. Isso é saber identificar o ciclo do amor. Isso, é saber amar.

8 comentários:

  1. Excelente postagem minha amiga, esse é o seu momento ne...beijos Sdds

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    1. Beijo minha lindaaa! :* gosto muito de ver você por aqui!

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    1. Nada é por acaso não é? Um beijo no coração!

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  3. Obrigada por suas palavras, minha querida! Mas, confesso que estou com medo. Medo porque já tenho 34 anos. Medo porque tenho três filhos. Medo porque já é o meu segundo casamento. Medo de ficar sozinha. Se eu disser que não tenho esse medo, estarei mentindo, pois cada um sabe o seu jeito de ser feliz, e o meu jeito de ser feliz é vivendo em família. Mas, sei que não adianta manter apenas a aparência de família, quando na verdade já estou só...
    Beijo, amore!
    Obrigada por tudo!

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    1. Me identifico amiga, também tinha todos esses medos, e são medos bobos, medos irreais, que só nós podemos mudar sabe porque? Nascemos sozinhas e assim morremos, sozinhas, só temos a nós mesmas como cia constante, por isso precisamos nos tratar bem, sempre e sempre.
      Há muita vida lá fora Polly...
      Amo você!!!!!!

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  4. Obrigado pelas palavras e pela força!!!

    bjus!!!

    Mr. Miagui

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