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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

18 dias...

Olá minha gente! Lindo dia de chuva aqui em Curitiba...rsrss,18 dias que o meu amor está clínica. Muitas saudades dele.
Mas então, hoje eu comecei a fazer uma retrospectiva desses meus últimos 18 dias, e me surpreendi ao descobrir em mim uma força que eu jamais pensei que tivesse. Eu imaginava que era fraca, dependente, que meus dias iam ser uma merda  tristes e vazios. Que meus finais de semana seriam de solidão e muito choro. De fato, eu ainda não sai com minhas amigas, não fiz nenhum programa além da minha casa. Mas não por não querer. Mas porque não apareceu nada ainda mesmo. E tenho tantas coisas para por em ordem na minha casa, que estou adorando esse tempo comigo mesma. Estou cuidando da minha casinha interna tão bem, como se estivesse me preparando para uma guerra, que sei que vem por aí, quando o "Amor" sair da Clínica.
E isso não tem nada haver com amar menos meu namorado, eu o amo muito, e todo esse amor é que me faz querer ficar bem, me faz me amar, me cuidar.
Essa é uma forma saudável de ajudar ele, e a unica possível para mim. Cuidar de mim.
Teve um dia que decidi curar a minha doença. Depois de ler o livro "Co-Dependência Nunca Mais", e me assumir co-dependente (essa foi a parte mais difícil, a que demorou mais), decidi que eu iria reverter esse fato, e que não complicaria ainda mais a vida do meu amor e a minha.
Eu tinha duas opções vitória ou derrota. E eu escolhi a vitória.
Estava em minhas mãos se meus finais de semana seria depressivos, ou se seriam proveitosos. Se eu iria me envenenar com meu próprio veneno, ou se dele eu iria extrair a cura.
Eu escolhi lutar.
Não posso deixar de dar os devidos créditos, que aliado a toda essa determinação, a força para cumprir minhas metas, vinham de um Poder Superior.
Quando comecei a recitar o Daimoku vigorosamente, a atmosfera em minha volta modificou-se toda. O brilho nos olhos que havia perdido com a minha doença voltou. A força que era fraca se multiplicou. Detalhe, atentem-se que não estou fazendo apologia a nenhuma crença, estou contando o que aconteceu comigo. Cada um encontra seu caminho da melhor forma, da forma que lhe convém. Não estou vendendo nenhuma fórmula mágica ok? Estou apenas relatando minhas experiências. Até por que não é fácil mudar velhos hábitos, exige muita determinação e vontade.
Enfim, meu relacionamento familiar que estava horrível, está caminhando para a harmonia. Ainda tem uma ou outra coisinha para mudar, mas de modo geral, está ótimo. Hoje eu consigo preparar um sanduíche junto com a minha mãe, fazer brigadeiro de panela e ver um filme. Não fico trancada no quarto choramingando.
Se estou trancada no quarto, estou me cuidando, cuidando da minha alma, fazendo Daimoku, lendo livros, estudando, ou seja me preparando.
Aos poucos, dia após dia, vou recuperando a Ana Gabriela, do começo do namoro. Os mesmos sonhos, a mesma alegria, a mesma fé, a mesma vontade, tirando o véu das sombras que me cobria a alma.
O amor que nutro ainda é o mesmo do começo, mas muito mais maduro e centrado, e talvez, dessa maneira mais forte.
 Só por hoje e um passo de cada vez!






"Certa ocasião, encontrei o jovem Ogata e contei-lhe que o estado
de saúde de Renato piorara e que, após a descoberta da metástase do
pulmão, sua vida estava chegando ao fim.
“Não se preocupe, é assim mesmo. Recitar Daimoku é como abrir
uma torneira fechada há muito tempo. Então, é natural que, ao abrirmos, saiam sujeiras e lodo em abundância, acumulados no cano ao
longo dos anos. E qual a nossa atitude ao ver aquela água suja? É deixar
a água escorrer abundantemente até que se torne cristalina e límpida. O
Nam-myoho-rengue-kyo funciona assim em nossa vida, limpando-a de
dentro para fora, retirando todas as nossas impurezas”, disse ele,
tranqüilizando-me. “Continue sua prática e não desista”.
Trecho do Livro - Um Inverno Rigoroso.


Esse comparativo da água suja, da torneira, me remeteu a Recuperação do Adicto, é natural que muitas vezes saiam coisas sujas, ou que haja dor e sofrimento, é o processo. Mas vamos deixar a água suja escorrer, por que mais cedo ou mais tarde a água cristalina vem!


Beijos da Gaby!!

5 comentários:

  1. Gaby, é tão bem ler o seu blog, é tão otimista, quisera eu, durante a época em que estive com o "meu' dependente químico", ter a mesma visão que você e o mesmo conhecimentoa respeito da codependência, eu fui de fato uma codependente, apenas não me enquadro no sentido de me sentir derrotada, a minha codependência não me permitia sentir fraqueza, fora isso, comiti vários erros que um codependente sem ajuda comete.
    Adoro o seu blog e as suas postagens! É bom ver que você não parou a sua vida, você está seguindo, caminhando enquanto espera o retorno do amado!
    Beijosss, sou sua fã..rs

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  2. Sabe Giu, O presidente Ikeda diz que "não devemos nos deixar enfraquecer e devemos lutar até conseguirmos. Mesmo que caiamos cinco vezes,devemos nos levantar seis. Nunca devemos desistir de lutar por nossos objetivos. Nós podemos mudar qualquer coisa, podemos mudar o nosso hoje e o nosso amanhã. Para tanto, devemos ser corajosos, devemos desafiar aquilo que pensamos não ser possível conseguir. Nossos sonhos só podem ser realizados por nós mesmos".

    Com essa orientação podemos entender que a vida de uma pessoa não é feita somente de vitórias, a derrota faz também parte de nossa vida. O importante é levantarmos todas as vezes que cairmos, fazendo da derrota o caminho para a nossa vitória final. É muito difícil ganharmos todas. Podemos perder algumas batalhas, mas nunca a guerra.
    Hoje entendo que, quando tudo vai bem, sem nenhum problema, inevitavelmente caímos na rotina.
    Sinto que só quando enfrento grandes obstáculos sou capaz de me fortalecer. Mais que isso, posso sentir a verdadeira paixão pela vida e perceber sua grandiosidade.

    Compreendi que no mundo da fé todas as minhas
    dificuldades transformaram-se em grandes tesouros.

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  3. Gaby amiga, que bom você está cuidando de si mesma.
    Quando o meu amor foi pra clínica no início fiquei péssima, mais aos poucos me acostumei, é melhor ele estar longe se tratando do que está aqui morrendo aos poucos, e com esse pensamento aos poucos fiquei tranquila, mais mesmo com essa tranquilidade quando o meu amor estava aqui e depois que foi pra clínica sempre fazia coisas pensando nele, como por exemplo vou compar uma roupa hoje e pensando no que ele vai achar, não pra mim, mais pra ele, como você falou no post 17 dias sem o amor, me identifiquei bastante viu, então, mais depois que conheci o blog da poly, da giulli e o seu, com tudo que li no blog de vocês percebi aos poucos que isso tudo não é bom nem pra mim e nem para o meu amor, depois que li o blog de vocês estou refletindo com tudo que leio e procurando aos poucos pensar mais em mim e não fazer coisas somente por causa dele, e sim pra mim, por causa de mim, e assim aos poucos aprendo BASTANTE com o blog.
    Sinto uma mudança em meus comportamentos, e em como vou reajir com ele e comigo mesma quando ele voltar da clinica, e essa mudança é devido ao blog.
    Devo tudo isso ao blog de vocês.
    OBRIGADO!
    Bjus.. e continua assim viu, vai te fazer bem, quer dizer já está te fazendo bem né?
    bjusss gaby. s2

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  4. P.
    Que bom amiga! É tão bom ver que evoluímos né!?
    Coisa boa isso!!
    Ao escrever no blog e dividir com cada uma de você, minhas dores e alegrias, além de ajudar eu também sou ajudada!
    Um grande beijo, senti sua falta por aqui!

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  5. É verdade Gaby e a cada dia que passa vamos aprendendo uma com as outras.
    Mulher sumi um tempinho né? é que minhas aulas começaram, faço faculdade, então agora vai ficar um pouco corrido, mais não vou dexar de ver o seu blog e postar. De jeito nenhum!
    bjus.

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